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terça-feira, 21 de julho de 2009

My inner ghost, what am I feeling?

Havia um brilho nos teus olhos e uma palavra amável nos teus lábios. Fui sempre vulnerável à tua energia, à tua presença em mim. Em cada momento, apenas uma acção importava. Apenas um segundo contava, enquanto os restantes segundos me desiludiam, me mostravam o teu ser, sem piedade.
Mas o tempo foi passando e os "restantes segundos" nunca foram importantes.
Foi a cegueira. E a idiotice.
Como pude não ver o que estava a acontecer? Como pude não querer ver?
Quanto mais me afasto, mais próxima quero estar.
Não te quero perto, mas a ausência magoa-me.
As recordações de outros tempos mentem-me. Afirmam que és uma pessoa cheia de qualidades, que és uma pessoa em que, outrora, confiei os meus sentimentos, partilhei o meu dia-a-dia.
Contudo, agora não há o brilho nos olhos nem a palavra amável.
Há o olhar vulgar e o sorriso forçado. Há palavras com segundas intenções, palavras amargas, palavras frias.

Desaparece, mas nunca desapareças.
Abandona o espaço que conquistaste, mas nunca o abandones.

terça-feira, 30 de junho de 2009

The present, the past, the sadness and the pain of absence.

(...)
She shows no emotions
But I...
I swear I can feel her tenderness
I can feel comfortable
When she looks at me with her sweet eyes
When she talks wisely.

And I still feel her hand in my head
Calming me down.

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It seems each day more evident that you will never be around when I call you.
You used to fix my broken strings, to cure my heartaches, to hear my whispered words full of shyness. You never missed a cry, you were always there when I needed even if I did not say a thing. You told me several times to trust in you, to stop swallowing the sorrow and to let you ease my pain.
(...)
Why can't I let it go? Why is it so painful? And why do I like you so much when you seem to not care?
(...)
It's not the same but I can't erase the past. I just want the comfort I had when I heard your voice.

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Tudo à minha volta era familiar.
Lembro-me da tua cara, de estares cada vez mais próxima, lembro-me de não te reconhecer e de começar a rejeitar a tua presença.
Já se passaram demasiados anos a acreditar no que todos disseram para não acreditar - a nossa amizade. Mas eu, teimosa, quis sempre crer que havia uma amizade, qualquer coisa em comum.
Porquê desperdiçar tanto tempo, quando tudo isto parece um ciclo, tudo volta à estaca zero?
Gostava de assumir que cheguei ao ponto sem retorno, que não vou voltar atrás na minha decisão, que estou cansada de querer uma relação normal, em que, pelo menos, as pessoas se falem de mês a mês.
(...)
Para ti, quanto mais longe eu estiver, melhor, e eu bem tento afastar-me, (...) mas há acções que ficam gravadas na nossa memória e principalmente, no coração.
Quanto mais me afasto, mais a ausência me dói.
Agora, o meu coração está disposto a apagar o significado que tens, a esquecer a forma como, indirectamente, me ajudaste.
Dói muito, mas se não serviu de nada confiar em ti, se por muito que eu tente, me sinto cada vez mais longe, talvez o melhor seja afastar-me de vez.

terça-feira, 31 de março de 2009

Depressão & Lamechices

1.
Até podia pensar que isto era só mais uma das muitas crises existenciais que, por vezes, tenho. Mas não. Eu deixei de pensar. De saber o que sinto, porque sinto. Qual é este tão estranho sentimento que me leva o sorriso e traz as lágrimas? Quem foi que me deixou assim? Quem me tirou o brilho do sol e me deu o choro da chuva?
A princípio quis crer que era desilusão. Aquilo que pensava que uma "coisa" poderia ser, afinal não o era. Mas interrogo-me, será que o fora?
Depois de achar que seria desilusão, decidi-me pela surpresa. Na verdade, essa "coisa" surpreendeu-me tanto como se, de repente, encontrasse alguém de quem gostava muitos anos depois.
Agora perdi o raciocínio.
Deixei de ter controlo nas minhas emoções, mas o coração continua a ser meu...

quarta-feira, 11 de março de 2009

She II

A tua ausência...
Sinto-a mais que a saudade.

*

22/03/06
Se gosto de ti, também tu deixarás de fazer parte da minha vida. Parece que já desapareceste, mesmo que estejas muito perto de mim.

*

27/06/08
Antes de partires e nunca mais visitares o lar deprimente, que tão carinhosamente, sempre te acolheu, deixa-me ouvir-te mais uma vez, saber que posso contar contigo e chorar ao teu lado.
Não me reconheço mergulhada nesta frieza com que penso em ti, falo de ti e tento tratar-te.
A verdade é que não posso aguentar tudo aquilo que fazes e não quero sofrer pelas minhas virtudes.

Não, a casa ainda não está devidamente mobilada. (...) Continua tão triste como outrora, e as janelas estão sempre fechadas. Não há sol, não há ar.

domingo, 1 de março de 2009

Divagações

Existe um filme
Que passa frequentemente
Na minha mente.

É o único que me faz chorar.

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Gostaria de recordar-te
Sem lágrimas a caírem
Pelo meu rosto.

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She
1. She is here and there. (...) When I think of what I have shared with her, I can't avoid these stupid tears. (...) What have I done wrong?
2. She is always here because she has to be. She's different, she's a stranger to me.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Pequenos Pensamentos ou Tentativa de escrever alguma coisa

[Someone's knocking at this door
Should I let her in?
I don't want to be hurt
Is that what I was made for?]

A flor de que tanto quiseste cuidar
Começa a murchar.
Se eu soubesse que nas tuas mãos
Sofreria por nunca mais ver a tua luz
Teria desejado um outro paraíso.

[Se olhassem para o meu interior veriam que agora estou no meio. Ou melhor, veriam uma espécie de pirâmide.]

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sweet Dream

Reencontrámo-nos no lugar onde já tantas vezes partilhámos histórias, segredos, onde te envolvi no meu mundo. Hoje, como tantas outras vezes, quiseste olhar-me nos olhos, estudaste os traços do meu rosto, reparaste no nervosismo com que entrelaçava as minhas mãos e na timidez permanente com que te encaro. A tua pergunta, recorrente, familiar, preocupada, ecoou na minha alma e senti que parte de mim se havia desfeito ao escutar as tuas palavras.
"Porque é que estás tão triste?"
A eterna pergunta sem resposta, e desta vez não foi excepção. Permaneci calada, fechada na minha depressão, a pensar como explicar aquilo que sentia. Não havia explicação, chegava sem aviso e desaparecia da mesma maneira, deixava-me de rastos, sem conseguir ler um livro até ao fim, sem esboçar o menor sorriso, e normalmente deixava-me pensativa e melancólica.
Subitamente, oiço de ti, uma outra pergunta, esta nada recorrente nem familiar, diferente de todas as outras que já me fizeste e ainda assim tão bonita, tão cheia de carinho e preocupação (tal como todas as outras.)
"Posso dar-te um abraço?"
Não respondi. Que resposta poderia eu dar? E abracei-te, deixei que curasses as feridas que o tempo me inflige.



["The feeling that I'm losing her forever and without really entering her world.(...) Sometimes I wish that I could freeze the picture and save it from the funny tricks of time. Slipping through my fingers."]

quarta-feira, 21 de maio de 2008

20/05/08

Não me vou esquecer das tuas palavras naquela manhã primaveril. Penso nelas, porque piorei, porque me deparo com a inevitável pergunta "porquê eu?".
E ecoa a tua voz, meiga, baixinha, num tom maternal, reconfortante,
"Estás doente Rita?"
Que podia responder eu? Que estava e não estava? Que tanto como sofria, também via a vida a cores?
"Sim, estou. E prefiro não falar nisso agora..."
Claro, eu sabia que se tocasse no assunto, naquela altura, toda a minha fachada alegre se transformaria na sombra da minha depressão. Sabia que as lágrimas rolariam e o meu desespero estaria tão visível que seria sufocante para mim- por desesperar cada vez mais- e para ti- por veres, sem vidros translúcidos, sem trocadilhos incessantes, a minha dor incurável e que esporadicamente me abateria.
Agora, numa noite primaveril, interrogo-me se realmente melhorei. Se aqueles anti-alérgicos, anti-inflamatórios e anti tudo o que, supostamente, me afecta, valeram a pena. Se a esperança de ficar melhor foi o que actuou ou se foram estes anti-tudo.
Para me reconfortar tento ouvir a tua voz, num volume baixo, como uma mãe, as tuas palavras doces que para mim serviam muito mais que ibuprofenos, propionatos de fluticasona e loratadinas.
A tua voz ecoa, mas com uma questão diferente, palavras menos amansadas,
"Eu não mereço tantos elogios. Tu exageras."
Provavelmente exagero, coloco demasiado açúcar naquilo que, e segundo os meus contemporâneos, devia ter vinagre. Mas a voz, a melodia sussurrante que cantavas, essa voz que aconchega e em que eu me sentia embalada... Essa voz é um dos meus consolos nestas noites tristes e plenas de interrogação.
Deito-me, aqueço-me e com as lágrimas a caírem, por entre a confusão dos meus pensamentos, oiço essa voz, que me pergunta, carinhosamente, num instinto que se diria maternal,
"Estás doente Rita?"