chão em cacos afiados a rasgar a pele,
onde encontramos o abraço sentido,
apertando sempre mais na ânsia de doer
cada vez menos.
prefiro o teu reflexo embaçado,
na superfície brilhante que pisas
e nunca limpas. mas também
nunca voltas.
"Aucun poème ne sera si grand, si noble, si véritablement digne du nom de poème, que celui qui aura été uniquement écrit pour le plaisir d’écrire un poème." Charles Baudelaire |||| "Há muitas marés que esperava por ti..." Romeu Correia
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Sabes C.,
ontem falei com ela. foi um dia tão bonito, tão idílico, que eu quase desejei que ela tivesse lá estado. estavas tu, é verdade.
Ela diz-me que nem queria acreditar quando soube da novidade, e a minha tentação é responder que nem eu acredito ainda. foi um sonho, trago imagens fixas nas pálpebras, tenho breves momentos de cinema em mim, a contar-me como foi que as horas passaram.
Tu tens um bocado de mim preso em ti. E estavas lá.
ontem falei com ela. foi um dia tão bonito, tão idílico, que eu quase desejei que ela tivesse lá estado. estavas tu, é verdade.
Ela diz-me que nem queria acreditar quando soube da novidade, e a minha tentação é responder que nem eu acredito ainda. foi um sonho, trago imagens fixas nas pálpebras, tenho breves momentos de cinema em mim, a contar-me como foi que as horas passaram.
Tu tens um bocado de mim preso em ti. E estavas lá.
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