sábado, 25 de agosto de 2018

#2, rascunho

gostava tanto de ti.
enquanto te espero olho para as fotografias que tirámos, leio as mensagens que trocámos, e dói-me a carne sobressaltada pela memória de querer-te tanto.
insulto aquilo/aquele que me guia por te colocar ao meu lado, sabendo que és traiçoeira, conhecedora de mil palavras distintas, todas elas usadas para me dizer gosto de ti.
e eu gostava tanto de ti.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

há umas noites...

o vazio não me deixava esquecer
que algures, num tempo não muito certo,
havia qualquer coisa, digna de um adjectivo bonito,
nas palavras. e na voz. e no embalo.


eu tenho que te agradecer pela interrupção do nada
não seria o embalo, um abalo? não seria a tua voz, um alerta? não seria aqui a paragem, o final de todos os adjectivos mais ou menos bonitos, mais ou menos tristes.


quando não falo, estou a evitar o confronto comigo
e inevitavelmente tropeço na normalidade das pessoas à minha volta.