quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

AC


Tentar entender o porquê, cansa-me.
Tentar entender-te, cansa-me.
Vou-me justificando, arranjando culpas e desculpas para isto e para aquilo, vou ensaiando para quando te vir ser o pior que posso ser. Vou treinando para te ignorar, para ser fria.

Eu sei, vais ficar com aquele olhar, aquela expressão, e eu vou pensar "Rita, como pudeste ser tão cruel?".
Mas treino para não pensar isso.
Eu também posso magoar, eu também sei magoar, não sou só a que fica magoada.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

09/10/05

E apesar da tua presença
Também sinto a tua indiferença
Voltaste mas foi em vão
Porque já partiste do meu coração.


2008-2009 ~elevenstars

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Turmoil

No one could have seen it
The way I saw it.

The hidden sparkle of tenderness
The feelings she did not seem to have.

Her black heart unfolded before me
And I stood still as the ice melted
Right in front of my eyes.

A spiral of emotions invaded me
As she spoke of her life,
And my soul turned black like her heart.

If she could only see me
The way I see her.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Untitled

Consigo ver-te sorrir
Cada vez que te quero ver.
Consigo ouvir todas as palavras
Que me disseste, outrora.

Num dia, o ódio
A frustação
A mágoa.

No outro, a dúvida
A incerteza
O medo.

Agora, o carinho
A admiração
A saudade.

terça-feira, 21 de julho de 2009

My inner ghost, what am I feeling?

Havia um brilho nos teus olhos e uma palavra amável nos teus lábios. Fui sempre vulnerável à tua energia, à tua presença em mim. Em cada momento, apenas uma acção importava. Apenas um segundo contava, enquanto os restantes segundos me desiludiam, me mostravam o teu ser, sem piedade.
Mas o tempo foi passando e os "restantes segundos" nunca foram importantes.
Foi a cegueira. E a idiotice.
Como pude não ver o que estava a acontecer? Como pude não querer ver?
Quanto mais me afasto, mais próxima quero estar.
Não te quero perto, mas a ausência magoa-me.
As recordações de outros tempos mentem-me. Afirmam que és uma pessoa cheia de qualidades, que és uma pessoa em que, outrora, confiei os meus sentimentos, partilhei o meu dia-a-dia.
Contudo, agora não há o brilho nos olhos nem a palavra amável.
Há o olhar vulgar e o sorriso forçado. Há palavras com segundas intenções, palavras amargas, palavras frias.

Desaparece, mas nunca desapareças.
Abandona o espaço que conquistaste, mas nunca o abandones.