Eu posso ficar aqui sentada, imóvel, a olhar para os teus olhos que procuram vá-se-lá-saber-o-quê, nessa janela.
Sei que não estás a olhar para rua, que não estás a observar as pessoas no seu frenesim matinal, que passam a correr daqui e dali e atravessam o comprimento da janela num àpice. Não estás. Principalmente porque se estivesses terias uma expressão inquisidora, olhos embebebidos pela curiosidade e não tens.
Bem, mas também nunca tiveste essa expressão... Suponho que seja um momento de melancolia, talvez até de alguma tristeza. Deixa estar, eu fico aqui quietinha, podes olhar para uma qualquer janela, mesmo que seja a da alma.
...
"Aucun poème ne sera si grand, si noble, si véritablement digne du nom de poème, que celui qui aura été uniquement écrit pour le plaisir d’écrire un poème." Charles Baudelaire |||| "Há muitas marés que esperava por ti..." Romeu Correia
sexta-feira, 28 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
26.04.10
A culpa deve ter sido minha
E mesmo não tendo sido,
Continuo a senti-la, é minha.
Eu sou todos os defeitos, aquilo que consegues encontrar
E mesmo não tendo (tantos) defeitos,
Continuo a tê-los, e tu a procurar.
Agora, que te quero ignorar, que me afasto
Agarras-me quando eu parto decidida,
Prendes-me a um passado, tiras-me a vida.
E mesmo não tendo sido,
Continuo a senti-la, é minha.
Eu sou todos os defeitos, aquilo que consegues encontrar
E mesmo não tendo (tantos) defeitos,
Continuo a tê-los, e tu a procurar.
Agora, que te quero ignorar, que me afasto
Agarras-me quando eu parto decidida,
Prendes-me a um passado, tiras-me a vida.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
AC
Tentar entender o porquê, cansa-me.
Tentar entender-te, cansa-me.
Vou-me justificando, arranjando culpas e desculpas para isto e para aquilo, vou ensaiando para quando te vir ser o pior que posso ser. Vou treinando para te ignorar, para ser fria.
Eu sei, vais ficar com aquele olhar, aquela expressão, e eu vou pensar "Rita, como pudeste ser tão cruel?".
Mas treino para não pensar isso.
Eu também posso magoar, eu também sei magoar, não sou só a que fica magoada.
Tentar entender-te, cansa-me.
Vou-me justificando, arranjando culpas e desculpas para isto e para aquilo, vou ensaiando para quando te vir ser o pior que posso ser. Vou treinando para te ignorar, para ser fria.
Eu sei, vais ficar com aquele olhar, aquela expressão, e eu vou pensar "Rita, como pudeste ser tão cruel?".
Mas treino para não pensar isso.
Eu também posso magoar, eu também sei magoar, não sou só a que fica magoada.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
09/10/05
E apesar da tua presença
Também sinto a tua indiferença
Voltaste mas foi em vão
Porque já partiste do meu coração.
Também sinto a tua indiferença
Voltaste mas foi em vão
Porque já partiste do meu coração.
2008-2009 ~elevenstars
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Turmoil
No one could have seen it
The way I saw it.
The hidden sparkle of tenderness
The feelings she did not seem to have.
Her black heart unfolded before me
And I stood still as the ice melted
Right in front of my eyes.
A spiral of emotions invaded me
As she spoke of her life,
And my soul turned black like her heart.
If she could only see me
The way I see her.
The way I saw it.
The hidden sparkle of tenderness
The feelings she did not seem to have.
Her black heart unfolded before me
And I stood still as the ice melted
Right in front of my eyes.
A spiral of emotions invaded me
As she spoke of her life,
And my soul turned black like her heart.
If she could only see me
The way I see her.
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