Não posso continuar a fechar os olhos
E ser tua discípula agora
Que mal fiz eu?
"Aucun poème ne sera si grand, si noble, si véritablement digne du nom de poème, que celui qui aura été uniquement écrit pour le plaisir d’écrire un poème." Charles Baudelaire |||| "Há muitas marés que esperava por ti..." Romeu Correia
domingo, 19 de outubro de 2008
sábado, 2 de agosto de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
20/05/08
Não me vou esquecer das tuas palavras naquela manhã primaveril. Penso nelas, porque piorei, porque me deparo com a inevitável pergunta "porquê eu?".
E ecoa a tua voz, meiga, baixinha, num tom maternal, reconfortante,
"Estás doente Rita?"
Que podia responder eu? Que estava e não estava? Que tanto como sofria, também via a vida a cores?
"Sim, estou. E prefiro não falar nisso agora..."
Claro, eu sabia que se tocasse no assunto, naquela altura, toda a minha fachada alegre se transformaria na sombra da minha depressão. Sabia que as lágrimas rolariam e o meu desespero estaria tão visível que seria sufocante para mim- por desesperar cada vez mais- e para ti- por veres, sem vidros translúcidos, sem trocadilhos incessantes, a minha dor incurável e que esporadicamente me abateria.
Agora, numa noite primaveril, interrogo-me se realmente melhorei. Se aqueles anti-alérgicos, anti-inflamatórios e anti tudo o que, supostamente, me afecta, valeram a pena. Se a esperança de ficar melhor foi o que actuou ou se foram estes anti-tudo.
Para me reconfortar tento ouvir a tua voz, num volume baixo, como uma mãe, as tuas palavras doces que para mim serviam muito mais que ibuprofenos, propionatos de fluticasona e loratadinas.
A tua voz ecoa, mas com uma questão diferente, palavras menos amansadas,
"Eu não mereço tantos elogios. Tu exageras."
Provavelmente exagero, coloco demasiado açúcar naquilo que, e segundo os meus contemporâneos, devia ter vinagre. Mas a voz, a melodia sussurrante que cantavas, essa voz que aconchega e em que eu me sentia embalada... Essa voz é um dos meus consolos nestas noites tristes e plenas de interrogação.
Deito-me, aqueço-me e com as lágrimas a caírem, por entre a confusão dos meus pensamentos, oiço essa voz, que me pergunta, carinhosamente, num instinto que se diria maternal,
"Estás doente Rita?"
E ecoa a tua voz, meiga, baixinha, num tom maternal, reconfortante,
"Estás doente Rita?"
Que podia responder eu? Que estava e não estava? Que tanto como sofria, também via a vida a cores?
"Sim, estou. E prefiro não falar nisso agora..."
Claro, eu sabia que se tocasse no assunto, naquela altura, toda a minha fachada alegre se transformaria na sombra da minha depressão. Sabia que as lágrimas rolariam e o meu desespero estaria tão visível que seria sufocante para mim- por desesperar cada vez mais- e para ti- por veres, sem vidros translúcidos, sem trocadilhos incessantes, a minha dor incurável e que esporadicamente me abateria.
Agora, numa noite primaveril, interrogo-me se realmente melhorei. Se aqueles anti-alérgicos, anti-inflamatórios e anti tudo o que, supostamente, me afecta, valeram a pena. Se a esperança de ficar melhor foi o que actuou ou se foram estes anti-tudo.
Para me reconfortar tento ouvir a tua voz, num volume baixo, como uma mãe, as tuas palavras doces que para mim serviam muito mais que ibuprofenos, propionatos de fluticasona e loratadinas.
A tua voz ecoa, mas com uma questão diferente, palavras menos amansadas,
"Eu não mereço tantos elogios. Tu exageras."
Provavelmente exagero, coloco demasiado açúcar naquilo que, e segundo os meus contemporâneos, devia ter vinagre. Mas a voz, a melodia sussurrante que cantavas, essa voz que aconchega e em que eu me sentia embalada... Essa voz é um dos meus consolos nestas noites tristes e plenas de interrogação.
Deito-me, aqueço-me e com as lágrimas a caírem, por entre a confusão dos meus pensamentos, oiço essa voz, que me pergunta, carinhosamente, num instinto que se diria maternal,
"Estás doente Rita?"
sexta-feira, 18 de abril de 2008
PARABÉNS
Atenção: estes textos foram escritos durante uma aula (Lingua Latina) e foram escritos de modo a dar os parabéns ao meu companheiro para a vida!
We didn't drink tea
But you're an angel from above
You put on your conqueror's mask
And then you asked:
"Can we be lovers?
As long as no one discovers."
You gave me a kiss
And i gave you another
We'll stay forever like this
Together with each other.
___________________________________________________________________
Tu es mon mari
Mon amour, mon petit
Tu es le soleil qui fait chaud
Tu es lequel qui me donne la couleur
Qui j'ai besoin, tu es mon frigo
Où je garde mon petit coeur
Tu es le seul pour ma vie
Mon amour, mon ami
Reste toujours ici
Je t'aime toute la vie!
You didn't know me
But you were in loveWe didn't drink tea
But you're an angel from above
You put on your conqueror's mask
And then you asked:
"Can we be lovers?
As long as no one discovers."
You gave me a kiss
And i gave you another
We'll stay forever like this
Together with each other.
___________________________________________________________________
Tu es mon mari
Mon amour, mon petit
Tu es le soleil qui fait chaud
Tu es lequel qui me donne la couleur
Qui j'ai besoin, tu es mon frigo
Où je garde mon petit coeur
Tu es le seul pour ma vie
Mon amour, mon ami
Reste toujours ici
Je t'aime toute la vie!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Pedaços
Palavras pintadas com o teu sorriso
Com o teu olhar,
E a dor que nunca consigo explicar.
A minha asfixia
A morte por anunciar
Daquilo que eu sei que nunca irá perdurar.
Tortura e desespero
Foice pronta a ceifar
O sentimento transgénico
Que me faz sufocar.
[Hello Cristina, how are you?
I'm doing fine but sometimes i feel blue
My mind isn't confused anymore
And i don't think about suicide no more...]
Com o teu olhar,
E a dor que nunca consigo explicar.
A minha asfixia
A morte por anunciar
Daquilo que eu sei que nunca irá perdurar.
Tortura e desespero
Foice pronta a ceifar
O sentimento transgénico
Que me faz sufocar.
[Hello Cristina, how are you?
I'm doing fine but sometimes i feel blue
My mind isn't confused anymore
And i don't think about suicide no more...]
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