sábado, 2 de agosto de 2008

A tua nuvem negra de tristeza
Chocará com o meu sol brilhante
Num rasgo de apocalipse
Toda a minha memória te apagará


Outrora foras a salvação
O meu caminho iluminado
A estrada aberta para mim
Foi tudo em vão

quarta-feira, 21 de maio de 2008

20/05/08

Não me vou esquecer das tuas palavras naquela manhã primaveril. Penso nelas, porque piorei, porque me deparo com a inevitável pergunta "porquê eu?".
E ecoa a tua voz, meiga, baixinha, num tom maternal, reconfortante,
"Estás doente Rita?"
Que podia responder eu? Que estava e não estava? Que tanto como sofria, também via a vida a cores?
"Sim, estou. E prefiro não falar nisso agora..."
Claro, eu sabia que se tocasse no assunto, naquela altura, toda a minha fachada alegre se transformaria na sombra da minha depressão. Sabia que as lágrimas rolariam e o meu desespero estaria tão visível que seria sufocante para mim- por desesperar cada vez mais- e para ti- por veres, sem vidros translúcidos, sem trocadilhos incessantes, a minha dor incurável e que esporadicamente me abateria.
Agora, numa noite primaveril, interrogo-me se realmente melhorei. Se aqueles anti-alérgicos, anti-inflamatórios e anti tudo o que, supostamente, me afecta, valeram a pena. Se a esperança de ficar melhor foi o que actuou ou se foram estes anti-tudo.
Para me reconfortar tento ouvir a tua voz, num volume baixo, como uma mãe, as tuas palavras doces que para mim serviam muito mais que ibuprofenos, propionatos de fluticasona e loratadinas.
A tua voz ecoa, mas com uma questão diferente, palavras menos amansadas,
"Eu não mereço tantos elogios. Tu exageras."
Provavelmente exagero, coloco demasiado açúcar naquilo que, e segundo os meus contemporâneos, devia ter vinagre. Mas a voz, a melodia sussurrante que cantavas, essa voz que aconchega e em que eu me sentia embalada... Essa voz é um dos meus consolos nestas noites tristes e plenas de interrogação.
Deito-me, aqueço-me e com as lágrimas a caírem, por entre a confusão dos meus pensamentos, oiço essa voz, que me pergunta, carinhosamente, num instinto que se diria maternal,
"Estás doente Rita?"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

PARABÉNS

Atenção: estes textos foram escritos durante uma aula (Lingua Latina) e foram escritos de modo a dar os parabéns ao meu companheiro para a vida!

You didn't know me
But you were in love
We didn't drink tea
But you're an angel from above

You put on your conqueror's mask
And then you asked:
"Can we be lovers?
As long as no one discovers."

You gave me a kiss
And i gave you another
We'll stay forever like this
Together with each other.
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Tu es mon mari
Mon amour, mon petit
Tu es le soleil qui fait chaud
Tu es lequel qui me donne la couleur
Qui j'ai besoin, tu es mon frigo
Où je garde mon petit coeur
Tu es le seul pour ma vie
Mon amour, mon ami
Reste toujours ici
Je t'aime toute la vie!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pedaços

Palavras pintadas com o teu sorriso
Com o teu olhar,
E a dor que nunca consigo explicar.


A minha asfixia
A morte por anunciar
Daquilo que eu sei que nunca irá perdurar.


Tortura e desespero
Foice pronta a ceifar
O sentimento transgénico
Que me faz sufocar.



[Hello Cristina, how are you?
I'm doing fine but sometimes i feel blue
My mind isn't confused anymore
And i don't think about suicide no more...]

domingo, 16 de março de 2008

Poema da Despedida



Voarei se as minhas asas
Não sentirem o teu toque

Se as minhas lágrimas

Não forem limpas com o teu toque

Se o meu desejo
Não corresponder ao teu toque

Se o teu toque
Não mais me tocar
E o meu toque
Não mais te tocar

Se o toque que tocamos
Deixar de tocar e
(em silêncio)
eu
me
afastar.