terça-feira, 12 de dezembro de 2017

pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous

querida C.,
estarias presente. não sei se fisicamente, não sei de que forma, mas lá estarias. 
hoje acordei e chorei. depois mordisquei uma maçã, demasiado doce para o meu palato. dei comida ao gato.
fui tratar do passe, tarefa que negligenciei durante algumas semanas... demasiadas semanas. tenho andado entre leituras e escrita, política e ensaios em segundo plano. 
foi o que foi. foi fácil cortar - hoje cortei o dedo -  mas é difícil esquecer - mesmo que tapemos a ferida. o tempo passa e parece que as memórias começam a vir à tona. não dá para afogar... não dá. eu tentei. 
tenho muito tempo para pensar. ainda mais para moer o passado recente, empoeirar o ar à minha volta. 
estou tão maldisposta C. 

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