Já não estou sozinho
Mais abaixo há outro
Que também bate.
A nossa cor, escarlate,
Une-nos.
Mas aquele, bem lá em baixo,
Acabou de se formar,
E eu, já perdi a conta aos meus dias.
"Aucun poème ne sera si grand, si noble, si véritablement digne du nom de poème, que celui qui aura été uniquement écrit pour le plaisir d’écrire un poème." Charles Baudelaire |||| "Há muitas marés que esperava por ti..." Romeu Correia
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
...
Foge.
Não entres na minha casa.
Com paredes de dor
E chão de areia movediça.
Não passes a porta.
Fica do lado de fora,
Onde te possa acenar.
Vai.
Os murmúrios daqui
São mudos quando passas,
E as janelas impedem o sol de entrar.
Caí na escuridão.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Palavras
Antes de mais, desejo um bom 2008 para todos os meus leitores (decerto não serão muitos!)
Espero que tenham amor, saúde, paz e tudo aquilo que desejarem que aconteça neste novo ano!
São ruínas
Espero que tenham amor, saúde, paz e tudo aquilo que desejarem que aconteça neste novo ano!
As tuas palavras esquecidas
São feridas na minha alma
São ruínas
São destroços
Pedaços de boninas,
E olhos piedosos.
sábado, 22 de dezembro de 2007
Livro
Caros leitores, hoje publicarei no meu blog uma coisa ligeiramente diferente.
Desta vez, abrirei um parênteses para vos incentivar a descobrir essa magnifica escritora que é Rosa Lobato de Faria.
Nesta época natalícia, tive a oportunidade de ler um dos seus mais recentes livros A Alma Trocada. E assim, deixo-vos com um excerto deste livro.
["Cheiravas a feno e não sabias que o coração é um barco no tempo. Quando as aves do Verão demandarem o Sul virás devagar, abrirás a porta verde-escura e esperarás em vão pelo frémito do meu corpo. Não voltarei a passar o renque das azáleas, o muro onde o sol nasce, a chuva, para morrer nos teus braços.
Era voo, oxálida, genciana, phisális, miligrã."]
E para finalizar, desejo a todos os meus leitores um bom Natal e um próspero Ano Novo, com promessas de vos deleitar com mais poemas e, quem sabe, também algumas sugestões
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
A Espera
Não consigo encontrar a força perdida
(No meio do desespero)
Não cessará (tão cedo) de transbordar,
O tanque da minha vida...
Não compreendo, nem quero compreender
O gelo do teu alfabeto
O teu iceberg que acabou de me abater
Recuso-me a morrer de hipotermia pelo teu fenómeno
(muito anti-natural)
E esperarei um Verão ameno
A doçura vermelha das tuas palavras...
(No meio do desespero)
Não cessará (tão cedo) de transbordar,
O tanque da minha vida...
Não compreendo, nem quero compreender
O gelo do teu alfabeto
O teu iceberg que acabou de me abater
Recuso-me a morrer de hipotermia pelo teu fenómeno
(muito anti-natural)
E esperarei um Verão ameno
A doçura vermelha das tuas palavras...
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