querida,
deixo estes dedos pesarem com a saudade. eras tão bonita, tão especial.
"gosto muito, mas gosto ainda mais de ti"
manuscrito, sentido por alguém como eu, que olhou para dentro de outro, não basta vermos o rosto, temos de explorar o resto.
mas nós ficámos por saber uma da outra e eu cheguei a casa a chorar por nunca te ter realmente conhecido e ter-te querido desde os teus olhos negros.
ainda hoje sorrio ao ouvir a música que dançavas há 30 anos, cheia de ritmo como tu, como os teus passos certos.
hoje não te dou nome, receio perder a tua face em três sílabas comuns a tantas mulheres.
sinto a tua falta.
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