continuo à procura do livro que prometi dar-te. ele desapareceu, nem os alfarrabistas o encontram, e eu quero mesmo dar-to porque tu estás naquelas páginas.
tenho feito um esforço para não me apegar tanto, porque não quero ficar com medo. mas insisto em oferecer-te aquelas palavras.
"Aucun poème ne sera si grand, si noble, si véritablement digne du nom de poème, que celui qui aura été uniquement écrit pour le plaisir d’écrire un poème." Charles Baudelaire |||| "Há muitas marés que esperava por ti..." Romeu Correia
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
pavimento
chão em cacos afiados a rasgar a pele,
onde encontramos o abraço sentido,
apertando sempre mais na ânsia de doer
cada vez menos.
prefiro o teu reflexo embaçado,
na superfície brilhante que pisas
e nunca limpas. mas também
nunca voltas.
onde encontramos o abraço sentido,
apertando sempre mais na ânsia de doer
cada vez menos.
prefiro o teu reflexo embaçado,
na superfície brilhante que pisas
e nunca limpas. mas também
nunca voltas.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Sabes C.,
ontem falei com ela. foi um dia tão bonito, tão idílico, que eu quase desejei que ela tivesse lá estado. estavas tu, é verdade.
Ela diz-me que nem queria acreditar quando soube da novidade, e a minha tentação é responder que nem eu acredito ainda. foi um sonho, trago imagens fixas nas pálpebras, tenho breves momentos de cinema em mim, a contar-me como foi que as horas passaram.
Tu tens um bocado de mim preso em ti. E estavas lá.
ontem falei com ela. foi um dia tão bonito, tão idílico, que eu quase desejei que ela tivesse lá estado. estavas tu, é verdade.
Ela diz-me que nem queria acreditar quando soube da novidade, e a minha tentação é responder que nem eu acredito ainda. foi um sonho, trago imagens fixas nas pálpebras, tenho breves momentos de cinema em mim, a contar-me como foi que as horas passaram.
Tu tens um bocado de mim preso em ti. E estavas lá.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
domingo, 23 de setembro de 2018
#3, rascunho
fala tu.
eu esgoto com alguma rapidez as palavras, e de qualquer das maneiras nem sempre me entendes.
quando não me compreendes, é como se rasgasses parte das linhas que eu cosi com o teu nome, cá dentro, tão fundo, tão longe do toque.
por isso, fala tu. diz o que quiseres, interpreta como quiseres, sê o que quiseres. deixa o meu bordado intacto.
eu esgoto com alguma rapidez as palavras, e de qualquer das maneiras nem sempre me entendes.
quando não me compreendes, é como se rasgasses parte das linhas que eu cosi com o teu nome, cá dentro, tão fundo, tão longe do toque.
por isso, fala tu. diz o que quiseres, interpreta como quiseres, sê o que quiseres. deixa o meu bordado intacto.
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